segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bancários da CTB votam SIM pela Cassi

A Cassi é uma conquista, patrimônio do funcionalismo do BB e é fundamental para a saúde de nossos colegas e familiares. A CTB defende a perenidade e a sustentabilidade da Cassi é está engajada na luta para solução da atual situação do custeio!

Foi constituída uma comissão de negociação da Cassi, composta pelas entidades do funcionalismo do BB, CONTRAF, CONTEC, ANABB, AAFBB, FAABB, e o Banco do Brasil. Tivemos uma eleição da Cassi durante as negociações, em que o debate do custeio teve centralidade. Avançou um entendimento e ele está para a nossa votação, dependendo da aprovação de 2/3 dos associados votantes.

A necessidade de uma saída, pela gravidade da crise financeira da CASSI, é urgente. Os R$ 40 milhões arrecadados - R$ 23 milhões serão pagos pelo patrocinador e R$ 17 milhões pelos funcionários(as), através de contribuição temporária de 1℅ - correspondem ao atual déficit mensal da Cassi.

É uma contribuição extraordinária. Não haverá alterações no estatuto no custeio da Cassi quanto à  contribuição permanente de 3% para os funcionários(a) e 4,5% para o BB. Votaremos uma contribuição extraordinária de 1% do salário até dezembro de 2019. Qualquer alteração necessária no custeio da nossa caixa de forma definitiva será debatida nesses três anos. Por isso, a luta continua.

A proposta é provisória, para haver tempo para debater e  reestruturar a Cassi. Sairemos de uma situação de ameaça iminente e de fragilidade para a ampliação do debate, necessário para que tenhamos nossas conquistas preservadas e um plano de saúde robusto, sustentável e perene.  É um acordo que permitirá ampliar nossa luta pela Cassi, afinal, crise e déficit agravados nos deixam mais vulneráveis para aceitarmos propostas em piores condições. 

O voto não, aparentemente radical, é votar pelo aprofundamento do déficit, votar por uma Cassi fragilizada, é expô-la a riscos de intervenção e ao descrédito. A Cassi é muito importante para ser tratada de modo irresponsável, o voto tem consequências e afeta as vidas da categoria.

Por isso, é decisiva a ampliação do debate sobre a saúde do trabalhador, fortalecer o controle social, a fiscalização das entidades nacionais e locais e o fortalecimento dos conselhos de usuarios e das Conferências de Saúde da CASSI.  Por outro lado, temos crítica à pressa da consulta do processo, e defendemos um amplo esclarecimento do que está em jogo, da urgência e da justeza do voto pelo SIM, e reafirmamos nosso olhar vigilante pela defesa da nossa Cassi, chamando a categoria para tomar seu lugar nessa luta que começou há muito. O voto sim é um momento importante dessa luta.

Se, de um lado, o Banco recuou em diversas posições, não nos iludimos e sabemos que há ambiguidades e muita luta na defesa da Cassi, da Estratégia Saúde da Família e dos nossos direitos. A polêmica, a disputa e a luta seguem. Não abrimos mão da responsabilidade do BB com os aposentados(as), defendemos a solidariedade, a proporcionalidade e a responsabilidade do patrocinador. 

Desse modo, o acordo teve avanços e vitórias e tem temas pendentes e em disputa, conquistado no meio de uma crise. Cumpre o papel de ser ponte para defender a Cassi das consequências do esgotamento das reservas. Por isso, votamos SIM, e continuaremos lutando pela nossa Cassi!

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